quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Aliança PT e PSDB: o exemplo de Belo Horizonte

Após protagonizar a incrível entrega da prefeitura de Belo Horizonte de mãos beijadas para um aliado dos tucanos, o mega-empresário Márcio Lacerda, o PT mineiro continuou a dar outras seguidas demonstrações de fraqueza, que de tantas nem valem a pena serem enumeradas aqui. Com isso, se até há pouco tempo atrás o PSDB era um partido nocauteado e cada vez menor na capital mineira, recentemente nota-se que ele vem readquirindo forças e conquistando cada vez mais espaço e poder. A ponto do candidato demotucano à presidência, José Serra, ter ganho as eleições no 2o. turno em Belo Horizonte, tradicional reduto esquerdista e terra natal de Dilma Rousseff.
 
Agora, o PT está prestes a perder espaço também no segundo e terceiro escalão  municipal justamente para o PSDB, segundo notícia publicada no dia 12/01 pelo jornal Estado de Minas. Ela diz que o atual prefeito pretende abrir espaço para aliados tucanos na prefeitura através de uma manobra chamada reforma administrativa. Em que pese a suspeitíssima fonte (o jornal é sabidamente comprometido com o projeto tucano), não duvido que isso possa de fato vir a ocorrer. Reforma administrativa é um pleonasmo liberal que já havia caído em desuso, mas que, a exemplo dos tucanos, vem sendo ressuscitado pela incompetência de várias administrações.

Sem projetos locais  realmente transformadores, sem criatividade e ousadia política não se transformará a cultura nem o país. Mas, não nos esqueçamos: o vice-prefeito da capital é do PT, num arranjo até hoje mal explicado demotucanopetista.

No mínimo, poderíamos chamar de desastrada a estratégia da esquerda. Negativamente ela já se faz perceber em "pequenas" atitudes cotidianas como a que proíbe o uso de espaços públicos como o Parque Municipal e a Praça da Estação (exceto para o reveillon da Rede Globo). Atitudes que levadas hipoteticamente a um extremo poderiam, por esta lógica, proibir o uso da própria cidade.



Assim, a esquerda segue entregando sem cerimônias o que resta de suas  árduas conquistas na capital  (será que só na capital?) justamente para os maiores inimigos políticos. Enquanto isso, Patrus Ananias voltou a trabalhar na Assembléia Legislativa em seu cargo concursado e Fernando Pimentel encontra-se feliz em Brasília.

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2 comentários:

Carlos Alberto Cândido disse...

É isso. Como esperança, o Colóquio Petista, que o PT mineiro começou em dezembro.

Anônimo disse...

aecinho, assim chamado porque é um bom menino, pegou no arsenal de trancado a pior parte de sua herança e jogou pimenta nos olhos de pimentel. quem faz aliança com o diabo não pode se queixar ao bispo...