Como várias outras cidades do mundo já fizeram, as sacolas plásticas estarão proibidas também em Belo Horizonte a partir da próxima semana. A onda verde é positiva e benvinda. Mas, o fato é que a medida deveria ter entrado em vigor dia 28/02 passado, se o prefeito-empresário da cidade não tivesse adiado o início para a segunda, dia 18/04. Talvez no lugar onde ele mora, que não é a cidade que governa, não tenha esse problema. Ótimo para ele e seus vizinhos de condomínio. Mas aqui na capital, ou a pessoa passa a levar uma sacola reaproveitável de casa ou então pagará R$ 0,19 (preço tabelado) por uma sacola plástica oxibiodegradável ou "ecológica". Estima-se que uma sacola plástica comum leve de 50 a 300 anos para decompor-se. Já a que será vendida decompõe-se num prazo muito menor, de 18 meses. Mas os fabricantes das antigas sacolas plásticas afirmam que não é bem assim. Os representantes das multinacionais dizem que os plásticos com aditivos oxi-degradáveis não desaparecem na natureza. Segundo eles, depois de fragmentados os materiais se dispersam no ambiente e tornam sua coleta absolutamente inviável, liberando micropartículas de metais pesados, inclusive o cobalto, que irão poluir os lençóis freáticos.
Eles também afirmam que as sacolas plásticas comuns geram emprego e renda para catadores e cooperativas, pois são recicláveis.
Eles também afirmam que as sacolas plásticas comuns geram emprego e renda para catadores e cooperativas, pois são recicláveis.
Bem, só faltou pedir para as pessoas jogarem o lixo na rua mesmo, gerando emprego e renda para o serviço de limpeza urbana e milhares de catadores.
É o chamado eco-capitalismo.
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