quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Justiça decide sobre censura
Por Lino Bocchini via http://desculpeanossafalha.com.br/
Abaixo, o logotipo proibido e Otavinho Vader, uma de nossas fotomontagens originais

A alegação central da empresa da família Frias é a de que a Falha
fazia “uso indevido da marca”, e que o logotipo e o nome registrado eram
parecidos demais com os originais. Acontece que para toda blogosfera nacional, para organização Repórteres sem Fronteiras, pro relator da ONU para a liberdade de expressão, para o Financial Times e outros veículos internacionais de peso, pro Marcelo Tas, para deputados federais de 10 partidos, pro Gilberto Gil e até para Julian Assange, paródias e críticas como as feitas pela Falha não são motivo para censurar ninguém.
Há quase 100 anos, Barão de Itararé satirizou o jornal “A Manhã”
criando a “A Manha”. De lá pra cá dezenas de outros casos, no Brasil e
no exterior, foram na mesma linha –lembra da “Bundas” de Ziraldo, que
parodiava a “Caras”? E, desde os tempos do Barão de Itararé, ninguém
censurou ninguém. Mas aí vieram os barões de Limeira.
Estamos fora do ar a pedido do jornal desde outubro de 2010, com uma
ameaça de multa diária de R$ 1.000 caso voltemos. O juiz que concedeu a
liminar foi até “bonzinho”: o pedido original da Folha era de uma multa
de R$ 10 mil por dia se continuássemos no ar com nossas críticas. Esse
site, o Desculpe a Nossa Falha, não contém nada do que estava no site
original. Em 1ª instância o final da censura foi negado, e agora vamos
ao segundo round. A decisão final abrirá uma jurisprudência, ou seja: em
casos semelhantes no futuro, os juízes devem basear sua decisão em um
caso anterior semelhante já julgado em definitivo. O que for decidido na
batalha Folha X Falha vai balizar decisões futuras. E é aí que mora o perigo.

Precedente
perigoso: essa charge do Angeli, publicada na Folha poucos dias após
sairmos do ar, poderia ser censurada pelo Mc Donald´s, utilizando-se dos
mesmíssimos argumentos que o jornal usou contra nós
O embate central é entre a versão da Folha, que pratica censura
travestida de proteção à marca versus a versão da fAlha, que evoca a
liberdade de expressão. Em caso de vitória do jornal, o precedente que
se abre é tão grave que joga contra a própria empresa, que poderá ser
processada e condenada em publicação de algumas charges ou colunas do Zé
Simão, por exemplo. A própria advogada Taís Gasparian,
que assina o processo de 88 páginas contra nós (irmãos Mário e Lino
Bocchini), em 2009, fez outra avaliação. Ao defender José Simão contra
um processo que tentava censurá-lo, escreveu: “tratar o humor como
ilícito, no fim das contas, é a mesma coisa que censura”. Assinamos
embaixo.
Defesa pública da censura
O julgamento da quarta que vem será interessante. Começa às 9h, e
haverá sustentação oral dos advogados de cada parte. Será a primeira
vez, desde o começo do processo, que algum representante da Folha vai
falar, defendendo a censura publicamente. Qualquer um pode assistir, é
só estar na 5ª turma do TJ-SP às 9h. A presença da imprensa também é
permitida, naturalmente. E, a exemplo do julgamento do chamado Mensalão,
seria muito interessante uma transmissão ao vivo –mas, para isso, algum
veículo de imprensa tem que solicitar ao TJ, e o mesmo deve autorizar.
Por fim, um pedido singelo: por favor ajude-nos a divulgar o caso.
Reproduza esse texto no seu blog, facebook ou twitter, ou então escreva
sobre o tema com suas próprias palavras. Se animar, de repente vá
acompanhar o julgamento ao vivo. Por motivos óbvios, a imprensa
convencional irá ignorar o caso. Daí nosso apelo. Obrigado.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Carnaval - contraponto do corpo
Carnaval é o contraponto
do corpo,
das vozes,
das danças
que movem
outros nós
do corpo,
das vozes,
das danças
que movem
outros nós
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