quinta-feira, 30 de junho de 2011

Neve e o mercado do frio

Nessa época do ano, costumo ficar (mal) impressionado com as imagens e notícias, ou melhor, com a falta de notícias sobre a neve no sul do Brasil. O Diário Ìntimo de Mi Primo en Toronto conta a saga de um imigrante que vai de Santa Fé para Toronto. Além de falar das ilusões migratórias e dos destemperos do clima, o texto é muito engraçado e foi lido num programa de rádio argentino, antes de ir parar no Youtube em formato de vídeo.



A forçosa indústria da neve quer fazer do sul-maravilha brasileiro um destino turístico a qualquer custo, como pode ser lido aqui no Diário Gauche. O vídeo está em espanhol, mas dá pra entender tudo, eu acho.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sobre a morte de Paulo Renato

É bom respeitar a memória deste país. Eis apenas parte de um texto de Idelber Avelar sobre detalhes não revelados da morte do ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza:

(...) Faltaram alguns detalhes. A Folha de S.Paulo escalou Eliane Cantanhêde para dizer que Paulo Renato deixou um “legado e tanto” como ministro da Educação. Esqueceu-se de dizer que esse “legado” incluiu o maior êxodo de pesquisadores da história do Brasil, nem uma única universidade ou escola técnica federal criada, nem um único aumento salarial para professores, congelamento do valor e redução do número de bolsas de pesquisa, uma onda de massivas aposentadorias precoces (causadas por medidas que retiravam direitos adquiridos dos docentes), a proliferação do “professor substituto” com salário de R$400,00 e um sucateamento que impôs às universidades federais penúria que lhes impedia até mesmo de pagar contas de luz. No blog de Cynthia Semíramis, é possível ler depoimentos às dezenas sobre o que era a universidade brasileira nos anos 90. 

Para ler a íntegra do texto, clique aqui.




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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Medicina hindu

Dizem que era para ter sido uma simples chave de braço. Mas o golpe saiu errado, e daí nasceu a verdadeira garganta profunda: enfiaram-lhe algo goela abaixo. Não se assustem, ou não se alegrem, com as imagens do vídeo. Elas não são muito fortes. Elas apenas mostram o poder de cura da medicina oriental ou hindu ou paquistanesa - não sei direito.

sábado, 25 de junho de 2011

Frelimo - Moçambique

Lembrei de um antigo slogan dos aparelhos de surdez Audisom: "Para quem escuta, mas não entende bem as palavras". Apenas para contextualizar, a Frelimo é a Frente de Libertação de Moçambique, um movimento que lutou pela independência de Moçambique, vindo a se tornar, anos depois, um partido político. Eles combatem os surumáticos (maconheiros), entre outras causas.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um Barrilete Cósmico contra a Xenofobia e o Preconceito

É comum xingamentos racistas contra jogadores brasileiros e africanos na Europa. Mas, este tipo de preconceito não é exclusividade somente dos europeus. Uma das ocasiões em que se aceita que o preconceito, o ódio e demonstrações de xenofobia aflorem livremente são durante as partidas de futebol.  Isto acontece em qualquer lugar. A torcida do São Paulo, por exemplo, nunca escondeu seu ódio ao tricampeão brasileiro Richarlysson, que era vaiado após os gols que marcava pela "suspeita" de ser homossexual.  E assim, narradores de futebol podem nos ensinar durante um jogo  o quão pequeno e atrasado é o povo futebol boliviano; como muitos poloneses estão certos em odiar os alemães, da rivalidade preconceituosa entre portugueses e espanhóis, do despeito mútuo entre franceses e ingleses, etc. Aliás, historicamente estes conflitos entre nações nada tem a ver com o futebol. 

Sinto-me envergonhado como cidadão brasileiro toda vez que ouço as vociferações preconceituosas de narradores esportivos, como acontece nos jogos de Brasil e Argentina. Quantos barriletes cósmicos ainda precisarão cair sobre a Terra para que, tanto lá como cá, saibamos simplesmente admirar um bom jogo?

Há 25 anos atrás (precisamente em 22/06/86), o relato que se segue fez juz a um dos gols mais bonitos da história do futebol. Difícil, muito difícil, dizer qual foi o mais bonito, se o gol ou a narração consciente daquele  homem que percebe o momento histórico e desaba em emoção e adjetivos superlativos:


O nome do narrador, que chora de emoção, é Victor Hugo. É impossível para mim entender porque tanto ódio brasileiro contra os argentinos. É impossível entender o ódio.

Como campo simbólico, o futebol seria uma forma razoável de ultrapassar batalhas  antigas e estereótipos negativos. O esporte possui a possibilidade da sublimação, um mecanismo de defesa que, se bem utilizado, pode ser positivo. É o que informa Freud com suas incansáveis análises das obras de arte. Mas, nos encontros esportivos a sublimação passa ao ato. A força, a agressividade  e o ódio são qualidades cultivadas, lembradas, incentivadas e preservadas. 

Que expressões xenofóbicas no esporte possam ser o combustível da vitória no campo esportivo poderíamos até discutir. Nunca, porém, aceitar.
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domingo, 19 de junho de 2011

A emissora do pensamento único e as drogas

Chega a ser até engraçado, para não dizer triste, assistir uma jornalista da Globo descobrindo, incrédula e boquiaberta, que não existe pensamento único quando o assunto é drogas. E a entrevista acabou logo. Perguntemos aos universitários?



Estamos iguais se você não entende que tipo de entrevista é esta na qual se espera que a entrevistada fale o que a entrevistadora (e seu patrão, of course) deseja, e não o que a entrevistada pensa.

Se a pesquisadora não se surpreende com suas descobertas, aparentemente, há uma surpresa da apresentadora quando a pesquisadora emite suas opiniões que, aliás, estão baseadas em estudos científicos, como foi ressaltado no início da entrevista e no letreiro da tela. Como eu disse, não sei se rio ou se choro.

* O título desse post é uma referência ao livro "A Cidade do Pensamento Único", de Ermínia Maricato, Otília Arantes e Carlos Vainer, da Editora Vozes.

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