sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Era Lula, éramos nós.

Acabou hoje um capítulo da história do Brasil. Não, ele não é um Deus. Mas, vendo estas imagens, creio que muito do fenômeno resta ainda a ser compreendido. Uma história que precisa ser contada várias vezes, por diferentes vozes, para ser melhor entendida.

É verdade que quando, em 89, fazíamos campanha por ele nos saudosos showmícios na Praça da Estação, imaginávamos que seria muito, mas muito melhor do que se mostrou a realidade. Naquela época, sonhávamos com um governo mais ético, sonhávamos que o país iria sair da vergonhosa situação de desigualdade social que se encontrava, menos submisso aos interesses das grandes empresas, dos bancos, e que ofereceria condições mais dignas de vida à população, com uma educação pública de melhor qualidade, com mais saúde; que a reforma agrária seria enfim feita. Eram muito os sonhos. E acreditávamos verdadeiramente em todos. Muitos deles ainda restam apenas na esfera do desejo. Mas são as utopias que alimentam. Um dos sonhos ainda não resolvidos é a desigualdade social, um problema inaceitável que ainda permanece,  maior que a tal "violência", e por aí afora.

Momento de despedida. Também vou fazer a minha. Entre idas e vindas, perdas e ganhos, no balanço final digo sem medo: valeu a pena. Valeu sim. O Brasil hoje é um país bem melhor. Não, ele não é um Deus, reafirmo. Mas, vejam estas imagens do fotógrafo da presidência. O povo, em algum momento, começou a existir e teve voz. Valeu sim.



Se há alguém que lembrará das fotos que não pus aqui, em que ele esteve abraçado com banqueiros, empresários corruptos ou velhos inimigos políticos, devo reconhecer: sim, elas existiram. E isto é a democracia de verdade. Mas prefiro lembrar dos enormes avanços que tivemos nas áreas da educação e na área social. Oxalá este não tenha sido o último capítulo. 

Momento também de chegadas. Boa sorte a ela. O gênero feminino poderá mudar ainda mais o Brasil. Uma questão de classe, gênero e raça. E estaremos daqui atentos para cobrar os vacilos! 
Sempre alertas.


Momento nunca-antes-na-história-deste-país: acima, você vê a primeira presidenta atleticana (menção honrosa ao colorado também), prenúncio de melhores dias na Cidade do Galo. 

VALEU LULA!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A primeira corrente de 2011

Por Zilton Tadeu

Comunico a todos os AMIGOS que me enviaram correntes que prometiam fortuna em dinheiro em 2010, que:

NÃO FUNCIONOU!!!

Por isso, para 2011, vamos organizar uma verdadeira corrente milionária, que funcione.
Comprometo-me a testá-la, mesmo correndo riscos.

TESTE:Por favor, deposita o dinheiro diretamente na minha conta corrente:
Banco 001-do Brasil
Agência 1xx-6
Conta 9xx5.6xx-3
Titular ZILTON TADEU

Obrigado.



Retrospectiva

Alguns comentários inesquecíveis na nossa retrospectiva:

“Em breve, o número de carentes duplicará e o dispêndio com o programa, também.” (Ferreira Gullar, em artigo na “Folha de S. Paulo” 5/7/2009)

Não se pode dizer que o ano foi bom para a economia do Brasil.” (Carlos Alberto Sardenberg, Rádio CBN em 28 de dezembro de 2009)

“O PT vai pensar com mais cuidado na escolha de seu candidato para a Presidência. Será mesmo a Dilma Rousseff? Se alguém quiser dar nome a um poste, pode chamá-lo de Dilma. Ela nunca foi eleita para um cargo representativo, não tem experiência eleitoral. Como pretendem jogá-la na eleição de 2010, que se anuncia como a mais disputada da história republicana do Brasil?” (Marco Antonio Villa, no “Estado de S. Paulo” 28/10/2008)

“Serra foi atingido, sim, por uma bobina de papel crepe (o tal ‘artefato’) que, arremessado com força, pode provocar danos graves na pessoa atingida.” (Merval Pereira, em 24 de outubro de 2010)

“Impressionante como a política atrai vagabundo e picareta, a começar pelo presidente da república que não vale nada,vai demorar gerações para que o Brasil desfaça o mal que o Lula fez, eu tenho que desmistificar esse picareta que está na presidência da república” (Marcelo Madureira, Manhatan Connection, 03 de outubro de 2010)


“Dilma não é uma ameaça ao vernáculo ─ mas à segurança nacional. Essa mulher evidentemente não tem a menor condição de representar um único brasileiro ─ sequer seu neto Gabriel, ainda ‘unborn’. (…) No dia em que o Criador, depois da última cinzelada na criatura, ordenou ‘Fala Dilma’, o mito começou a ruir.” (Celso Arnaldo, no site da “Veja”, 16/5/2010)



O Brasil pode não aderir, mas é incapaz de impedir a formação da Alca.” (Eurípedes Alcântara, em artigo na revista “Veja” 15/10/2003).


Recordar é viver.

A fonte foi esse aposentado desconfiado que mantém esse blog aqui
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ano novo, vida nova.

Ano novo é um tempo de reflexões. Por isso, lhes trago esta do José Mojica, visivelmente inspirado no princípio do prazer de Freud. A pulsão de vida e pulsão de morte não estão localizadas nem no corpo nem na mente.




Feliz 2011 a tod@s.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Veja quem é corrupto

Resposta do ministro Jorge Hage a editorial de balanço da revista Veja:
Brasília, 27 de dezembro de 2010.
Sr. Editor,

Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.

Qualquer leitor que não tenha desembarcado diretamente de Marte na noite anterior haverá de perguntar-se “de que país a Veja está falando?”. E, se o leitor for um brasileiro e não integrar aquela ínfima minoria de 4% que avalia o Governo Lula como ruim ou péssimo, haverá de enxergar-se um completo idiota, pois pensava que o Governo Lula fora ótimo, bom ou regular. Se isso se aplica a todas as “matérias” e artigos da dita retrospectiva, quero deter-me especialmente às páginas não-numeradas e não-assinadas, sob o título “Fecham-se as cortinas, termina o espetáculo”. Ali, dentre outras raivosas adjetivações (e sem apontar quaisquer fatos, registre-se), o Governo Lula é apontado como “o mais corrupto da República”.

Será ele o mais corrupto porque foi o primeiro Governo da República que colocou a Polícia Federal no encalço dos corruptos, a ponto de ter suas operações criticadas por expor aquelas pessoas à execração pública? Ou por ser o primeiro que levou até governadores à cadeia, um deles, aliás, objeto de matéria nesta mesma edição de Veja, à página 81? Ou será por ser este o primeiro Governo que fortaleceu a Controladoria-Geral da União e deu-lhe liberdade para investigar as fraudes que ocorriam desde sempre, desbaratando esquemas mafiosos que operavam desde os anos 90, (como as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, os Gabirus e tantos mais), e, em parceria com a PF e o Ministério Público, propiciar os inquéritos e as ações judiciais que hoje já se contam pelos milhares? Ou por ter indicado para dirigir o Ministério Público Federal o nome escolhido em primeiro lugar pelos membros da categoria, de modo a dispor da mais ampla autonomia de atuação, inclusive contra o próprio Governo, quando fosse o caso? Ou já foram esquecidos os tempos do “Engavetador-Geral da República”?

Ou talvez tenha sido por haver criado um Sistema de Corregedorias que já expulsou do serviço público mais de 2.800 agentes públicos de todos os níveis, incluindo altos funcionários como procuradores federais e auditores fiscais, além de diretores e superintendentes de estatais (como os Correios e a Infraero). Ou talvez este seja o governo mais corrupto por haver aberto as contas públicas a toda a população, no Portal da Transparência, que exibe hoje as despesas realizadas até a noite de ontem, em tal nível de abertura que se tornou referência mundial reconhecida pela ONU, OCDE e demais organismos internacionais.
Poderia estender-me aqui indefinidamente, enumerando os avanços concretos verificados no enfrentamento da corrupção, que é tão antiga no Brasil quanto no resto do mundo, sendo que a diferença que marcou este governo foi o haver passado a investigá-la e revelá-la, ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, como sempre se fez por aqui.

Peço a publicação.
Jorge Hage Sobrinho
Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Retorno de Saturno

Eu nunca dei muita bola pra aniversário. Nem fico procurando significado em datas ou explicações cósmicas pra tentar entender a bagunça que é a minha vida. E as coisas iam relativamente bem. Até o dia que o universo conspirou contra mim.