quarta-feira, 27 de março de 2013

O top hit da tortura musical em Guantanamo

Eu tava lendo sobre tortura musical e encontrei essa montagem. Os caras fizeram uma pesquisa com os guardas e ex-prisioneiros de Guantánamo sobre a inclusão da tortura musical lá e depois fizeram essa hilária seleção. Mas é real isso. Tem pop, metal, hard rock, country, jingles comerciais, assim como "mash-ups" criados pelos agentes da CIA, administradores da prisão e torturadores. Enfim, tem de tudo. 

Dois dos caras, Binyam Mohamed e Donald Vance, declararam que foram torturados por 76 dias seguidos ouvindo uma mesma música desse vídeo. 

Mas o que me deixou mais encucado mesmo foi eles não conhecerem a programação musical das rádios e tvs brasileiras. Quanto amadorismo...

terça-feira, 19 de março de 2013

A verdadeira face da meritocracia: a UFMG e o novo autoritarismo.

Os neo neoliberais não precisam mais serem autoritários, desiguais e preconceituosos. Eles agora defendem a meritocracia. Simplesmente.

Os neo neoliberais não precisam mais terceirizar. Eles contratam. Simplesmente. Contratam para seus projetos, não importa muito o cargo. Contratam bolsistas. Estagiários. Todos pela meritocracia, claro.

Os neo neoliberais não precisam mais trabalho. Não precisam mais humanizar as relações de trabalho. Pra quê? Eles tem a meritocracia!!

Amigo meu conta que na UFMG se implanta um ponto eletrônico seletivo. Estão cadastrando digitais. Professores viajam o Brasil e o mundo todo com o dinheiro público. Eles não batem ponto. Mas amigo meu tem medo de, sem mérito, ou por mérito, já não sabe bem, lhe cortarem o salário por não bater o ponto. Melhor seria uma tornozeleira, diz ele, não sei se diz com ironia ou não.

Fui procurar o que fazia o reitor da UFMG nos anos de ditadura. Pouco encontrei. O que já diz muito. O que vi é que ele investiu bastante, digamos, na sua meritocracia.

Bem-vindo ao Brasil do século XXI. Disse pro amigo meu. Pensei até em falar de justiça. Ah, mas deixa pra lá.

Trote de alunos da UFMG, talvez admiradores da meritocracia.

domingo, 17 de março de 2013

Curitiba, Arrigo Barnabé e Carlos Careqa.

Pelos blogs da noite, descobri essa música que conheci com Arrigo Barnabé durante um Xou da Xuxa.

O ano, talvez, era 1993. Mas posso dizer que Não dê Pipoca ao Turista foi apresentada antes de Uga Uga, se não me falha a memória.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Justiça decide sobre censura

Por Lino Bocchini via http://desculpeanossafalha.com.br/


Abaixo, o logotipo proibido e Otavinho Vader, uma de nossas fotomontagens originais

O logotipo proibido e Otavinho Vader, uma de nossas fotomontagens originaisA disputa jurídica Folha X Falha vai ser julgada em 2ª instância na próxima quarta-feira, dia 20 de fevereiro, pela 5ª turma de desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Você pode se perguntar: “Ótimo, sorte pra vocês. Mas o que essa briga da Folha com a Falha tem a ver comigo?”. Tudo. É fácil entender, por gentileza perca mais 2 minutos e leia esse texto até o final. Segundo o próprio juiz de 1ª instância, Gustavo Coube de Carvalho, trata-se de um caso sem precedentes no Brasil. Nunca antes um grande veículo conseguiu tirar do ar judicialmente um site ou blog que o criticasse. Na ausência de jurisprudência em solo nacional, o magistrado chegou a citar casos dos EUA –onde, aliás, paródias assim são permitidas.

A alegação central da empresa da família Frias é a de que a Falha fazia “uso indevido da marca”, e que o logotipo e o nome registrado eram parecidos demais com os originais. Acontece que para toda blogosfera nacional, para organização Repórteres sem Fronteiras, pro relator da ONU para a liberdade de expressão, para o Financial Times e outros veículos internacionais de peso, pro Marcelo Tas, para deputados federais de 10 partidos, pro Gilberto Gil e até para Julian Assange, paródias e críticas como as feitas pela Falha não são motivo para censurar ninguém.

Há quase 100 anos, Barão de Itararé satirizou o jornal “A Manhã” criando a “A Manha”. De lá pra cá dezenas de outros casos, no Brasil e no exterior, foram na mesma linha –lembra da “Bundas” de Ziraldo, que parodiava a “Caras”? E, desde os tempos do Barão de Itararé, ninguém censurou ninguém. Mas aí vieram os barões de Limeira.

Estamos fora do ar a pedido do jornal desde outubro de 2010, com uma ameaça de multa diária de R$ 1.000 caso voltemos. O juiz que concedeu a liminar foi até “bonzinho”: o pedido original da Folha era de uma multa de R$ 10 mil por dia se continuássemos no ar com nossas críticas. Esse site, o Desculpe a Nossa Falha, não contém nada do que estava no site original. Em 1ª instância o final da censura foi negado, e agora vamos ao segundo round. A decisão final abrirá uma jurisprudência, ou seja: em casos semelhantes no futuro, os juízes devem basear sua decisão em um caso anterior semelhante já julgado em definitivo. O que for decidido na batalha Folha X Falha vai balizar decisões futuras. E é aí que mora o perigo.

Precedente perigoso: essa charge do Angeli, publicada na Folha poucos dias após sairmos do ar, poderia ser censurada pelo Mc Donald´s, utilizando-se dos mesmíssimos argumentos que o jornal usou contra nós
Precedente perigoso: essa charge do Angeli, publicada na Folha poucos dias após sairmos do ar, poderia ser censurada pelo Mc Donald´s, utilizando-se dos mesmíssimos argumentos que o jornal usou contra nós

O embate central é entre a versão da Folha, que pratica censura travestida de proteção à marca versus a versão da fAlha, que evoca a liberdade de expressão. Em caso de vitória do jornal, o precedente que se abre é tão grave que joga contra a própria empresa, que poderá ser processada e condenada em publicação de algumas charges ou colunas do Zé Simão, por exemplo. A própria advogada Taís Gasparian, que assina o processo de 88 páginas contra nós (irmãos Mário e Lino Bocchini), em 2009, fez outra avaliação. Ao defender José Simão contra um processo que tentava censurá-lo, escreveu: “tratar o humor como ilícito, no fim das contas, é a mesma coisa que censura”. Assinamos embaixo.

Defesa pública da censura

O julgamento da quarta que vem será interessante. Começa às 9h, e haverá sustentação oral dos advogados de cada parte. Será a primeira vez, desde o começo do processo, que algum representante da Folha vai falar, defendendo a censura publicamente. Qualquer um pode assistir, é só estar na 5ª turma do TJ-SP às 9h. A presença da imprensa também é permitida, naturalmente. E, a exemplo do julgamento do chamado Mensalão, seria muito interessante uma transmissão ao vivo –mas, para isso, algum veículo de imprensa tem que solicitar ao TJ, e o mesmo deve autorizar.

Por fim, um pedido singelo: por favor ajude-nos a divulgar o caso. Reproduza esse texto no seu blog, facebook ou twitter, ou então escreva sobre o tema com suas próprias palavras. Se animar, de repente vá acompanhar o julgamento ao vivo. Por motivos óbvios, a imprensa convencional irá ignorar o caso. Daí nosso apelo. Obrigado.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013